Bentô cake: o minibolo que parece meme impulsiona as vendas de confeiteiros

Bentô cake: o minibolo que parece meme impulsiona as vendas de confeiteiros

A pessoa recebe uma marmitinha branca pela qual não se dá nada. Ao abrir o recipiente, vem a surpresa: um bolo em tamanho míni com um desenho que parece meme junto de uma frase divertida. Esse é o bentô cake, que virou febre no Brasil, mas tem origem oriental.

O nome vem da palavra japonesa “bentô”, que consiste em refeições completas para uma pessoa similares ao nosso “PF” (prato feito). Foi na Coreia do Sul, porém, que surgiu a moda de fazer uma versão doce com bolos que raramente passam de 10 centímetros de diâmetro.

“A principal característica é servir dentro de uma caixinha descartável, biodegradável ou de isopor. Também coloco junto uma colherzinha e uma pequena vela”, conta Kelly Moreira, que é dona da Tangerine Patisserie e faz entregas em Fortaleza (CE).

Ela abriu a empresa durante a pandemia oferecendo cookies e macarons. Pesquisando tendências internacionais, deparou-se com o bentô cake e decidiu começar a produção, que hoje corresponde a 80% da vendas.

Como se trata de uma sobremesa surpresa, a graça está em comprá-la para dar a alguém. A camada dupla de massa e o recheio viram quase coadjuvantes diante da cobertura de buttercream.

Com o creme colorido dentro de um saco de confeiteiro, os cozinheiros escrevem e desenham conforme as orientações e referências dos clientes sem acréscimo no valor.

As mensagens personalizadas podem ser motivacionais, engraçadas, inspiradas em memes da internet ou revelar o motivo do presente. Quer animar a amiga? Manda o recado carinhoso: “reage, bota um cropped.

Para compartilhar uma alegria sem esquecer das batalhas: “quanta humilhação por um diploma”. Se a proposta é exaltar a beleza, vá logo de “gostosa desde sempre”. Tem liberdade para uma pitadinha de ironia na receita? “Rep Bardei Tiu Iu, boribilder”.

Claudia Robinson, dona da Cau Cakes, inaugurada em Nova Hamburgo (RS) em 2015 e em Porto Alegre (RS) no ano passado, aposta nos bentô cakes desde novembro.

O motivo foi atender à necessidade do público por um produto personalizado. Não demorou para ficar claro, no entanto, que o impacto da comidinha é turbinado com as redes sociais e funciona como espécie de propaganda.

“Hoje, as pessoas querem, além de um doce gostoso, um mimo ‘instagramável’. Todos compartilham as fotos dos bolinhos. Gera engajamento”.

O alcance on-line teve repercussão oflline. Atualmente, o novato representa 70% das encomendas de bolo da Cau.

As possibilidades extras na aparência parecem dar um trabalhão e tanto para os confeiteiros. De fato, não dá para seguir uma linha de produção tão fechada. Mas tem o lado positivo.

“Percebi que estava entrando em uma rotina exaustiva apenas com os bolos festivos. Tive necessidade de fazer algo mais divertido, que me ajudasse a estimular meu processo criativo”, diz Larissa Lace, da “Com amor, brigadeiro”, de Santos (SP).

“Eu super entro na inspiração do cliente. Consigo colocar minhas ideias ali e me divertir fazendo! Como são despojados, não exigem um grau de perfeição imenso”.

Em um mês de vendas, os bolinhos se mostraram um jeito de captar novos clientes, que começam gastando pouco e depois voltam para realizar encomendas de sobremesas maiores.

“Em torno de 60% dos pedidos é de bentô cake. Acredito que ele veio para ficar. Cabe em todos os tipos de comemorações e situações”. Se o bentô cake será a próxima tendência a morrer e ser enterrada, só o tempo irá dizer. Até lá, a guloseima promete render carinho, risadas, curtidas e, principalmente, lucro.

Fonte: Nossa Cozinha | UOL

Revista Celebridades

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