Casais escolhem a data do parto de acordo com o signo que desejam para os filhos

Casais escolhem a data do parto de acordo com o signo que desejam para os filhos

Uma inglesa de 48 anos contou a jornais britânicos que induziu o parto de seu filho numa data específica para que seu bebê nascesse com sol em peixes, não em Áries. Segundo contou ao “The Mirror”, Inbaal Honigman explicou que a decisão teve a ver com o fato de que piscianos são mais artísticos, amorosos e maduros, na visão dela, enquanto arianos estão “estão sempre ocupados”. Fora isso, ela e o marido também são do signo de peixes, e conclui que a sintonia na casa funcionaria melhor.

A notícia viralizou nas redes e muitas mães concordaram. “Eu também não ia querer filho ariano não”, comentou uma usuária do Instagram. “Faria o mesmo. Áries não dá”, escreveu outra. “Melhor coisa que ela fez na vida. Só quem já conviveu ou convive com um ‘satanáries’ para saber o inferno que é”, resume uma terceira mãe. (nota da repórter: pobre de nós, arianjos).

A empresária Anna Caroliny, 26 anos, também quis que o filho mais novo, Isaac Gabriel de 2, viesse ao mundo no mesmo mês em que nasceu, para que seu caçula, assim como ela, fosse de Gêmeos. Amante de astrologia, ela decidiu tentar engravidar no mês de setembro, e ainda calculou que o parto fosse feito até 21 de junho. A criança nasceu no dia 2. “A pessoa de gêmeos é inteligente, esperta e curiosa. Não gostamos de mimimi, e vamos sempre direto ao assunto, explicando os mínimos detalhes. Pelo menos eu e meu menino somos assim: versáteis e adaptáveis. Amo nosso signo”, fala ela, casada com um leonino e mãe ainda de Anna Beatriz, 6, de Virgem.

A artesã Vivian Cristina, 44, conta que a família inteira é tão ligada a constelações que a primeira coisa que perguntam quando conhecem alguém é o signo da pessoa. “Até quando arrumava namorado eu tinha que saber o signo e o ascendente dele para ver se ia combinar comigo”, ela exemplifica. E assim que descobriu que a menina Ana Beatriz, 4, nasceria em dezembro, programou a cesariana para que ela fosse sagitariana.

“Não queria capricórnio porque já conheço o temperamento. Eles são muito pessimistas, materialistas e mal-humorados. Totalmente o oposto de mim. Ao pesquisar sobre Sagitário, gostei demais, mesmo sendo brava e zangada às vezes. Então marquei a cesária para 19 de dezembro, quando estaria com 38 semanas e 3 dias, e deu tudo certo”, celebra ela, que é pisciana e casada com um ariano.

Ariana raiz, a especialista em marketing Fabiola Voltolini, 34, conta que sempre se chocou com a mãe e seus tios librianos — ela gosta de agir por impulso enquanto eles, segundo sua descrição, “pensam demais, são lentos, nunca sabem o que fazer e têm medo de arriscar.” Por causa disso, ela, casada com um geminiano, marcou a cesariana de Giovanna, hoje com 8 meses, na data em que começaria o signo de Escorpião. “Prefiro pegar fogo com um signo mais bravo e tendo o gênio mais forte do que sendo indecisa e teimosa como Libra”, ela provoca.

“Antecipar demais o parto só por recomendação médica” A ginecologista e obstetra Larissa Cassiano, colunista de Viva Bem, respeita a decisão da mulher que escolhe a data do parto, independentemente do motivo, e não vê problema desde que se respeite a recomendação do Conselho Federal de Medicina e das sociedades de ginecologia e obstetrícia, que é a de induzir o parto após as 39 semanas de gestação. Antes disso, ela fala, apenas se houver indicação médica, para evitar o risco de prematuridade e problemas de saúde como desconforto respiratório.

Agora, se a bolsa rompe e a mulher espera demais só para ultrapassar a data que não deseja sem uma orientação médica, ela corre um risco de infecção. “Se a bolsa rompe, a gente recomenda que a mulher não ultrapasse o período de 18 horas sem acompanhamento. E tem que observar a cor do líquido, se não tem sangue nem alteração. O ideal é não esperar muito”, recomenda Larissa, especialista em gestação de alto risco pela USP (Universidade de São Paulo).

“É preconceito astrológico”, diz astróloga A astróloga e jornalista Titi Vidal afirma que é muito procurada por mães interessadas na astrologia eletiva, técnica em que a pessoa escolhe data e horário para momentos especiais, mas prefere não interferir na escolha da data de nascimento da criança baseada no signo, porque enxerga aí um preconceito astrológico: “Não existe signo bom ou ruim, e a gente tem muito forte a questão do esteriótipo como achar que a pessoa de Áries vai ser agressiva e independente demais, o canceriano vai ser muito chorão e o escorpião vai ser vingativo. É um estereótipo reducionista”.

Titi lembra que astrologia inclui ainda o signo solar, o ascendente, a lua, o planeta. Ou seja: são várias as interferências. “A gente tem ainda um signo em alguma das 12 casas astrológicas no nosso mapa, então às vezes a pessoa não quer que a criança seja ariana, ela nasce pisciana só que o mercúrio dela, que é da comunicação, pode estar em áries”, explica a astróloga.

“Acho que é meio que brincar de Deus escolher uma data sendo que não existe céu perfeito. Como astróloga, vejo que não existe mapa bom ou ruim. Depende muito de um conjunto e de como a gente vive esse mapa”, finaliza.

Fonte: UOL

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