Como manter a vida sexual ativa mesmo com visitas?

Como manter a vida sexual ativa mesmo com visitas?

Silêncio e certos cuidados podem ser tomados para evitar que o casal seja pego no flagra.

“Deve ser o vento”. Foi desta forma que a contadora Ana Carolina*, de 26 anos, respondeu à mãe quando questionada sobre um barulho suspeito que vinha do quarto. Na época do ocorrido, ela ainda era uma adolescente e, proibida de sair sozinha com o namorado, acabava recebendo-o sempre em casa – tudo isso com a presença dos familiares. Os hormônios à flor da pele, e a vontade de aproveitar o tempo com o amado – hoje, seu marido -, faziam com que ela acabasse se rendendo a transas “arriscadas” como a citada inicialmente. O barulho creditado ao vento, inclusive, era o do movimento feito pelo atrito da cama, que balançava, com a parede.

Apesar de nunca ter sido pega totalmente no flagra, Ana Carolina duvida que sua mãe ou que seus irmãos não desconfiavam do que ela realmente fazia junto do namorado. Atualmente casada, ela conta que passou a tomar mais cuidado. Principalmente por ter um filho menor. “Quando somos adolescentes, a gente não se preocupa tanto. Agora tento me conter mais, procurar por um lugar que seja mais silencioso”, explica.

Embora a situação da contadora tenha durado grande parte de sua adolescência e continue ainda na vida de casada – agora, além do filho, ela acolhe o cunhado em sua casa -, ela acaba sendo parecida com o cenário que muita gente enfrenta durante as festas de final de ano, principalmente o Natal, já que é justamente neste período que as famílias costumam se reunir.

Com a casa cheia de visitantes, manter a vida sexual ativa pode ser um desafio. Toda a euforia do Natal, a preocupação com as compras, a ceia e o próprio estresse do final de ano podem agravar ainda mais a situação. Não por acaso, o interesse pela atividade sexual costuma diminuir na véspera da data.

É isso o que mostra uma pesquisa feita na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Levando em conta dados do aplicativo de saúde feminina Clue – que inclui registros das atividades sexuais de mais de 500 mil mulheres no Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido -, o estudo mostrou que, embora os feriados registrem alta na atividade sexual, a situação é diferente no Natal. O período, principalmente o que inclui os três dias que antecedem a data, parecem apresentar uma zona proibida para muitas mulheres.

Mesmo que as pesquisas reforcem a tendência para esse período, as festas natalinas não são um indicativo para que as pessoas deixem de praticar atividades sexuais. Pelo contrário, as mudanças de cenário do final do ano podem acabar sendo um bom estímulo para que o sexo se torne ainda mais prazeroso.

É isso o que aponta a psicóloga e sexóloga Enylda Motta. “Sempre quando há a mudança de ambientes ou lugares, o sexo tende a ser melhor”, explica ela, ressaltando que viagens de final de ano podem ser uma boa oportunidade para apimentar a relação.

Em casos em que as visitas são recebidas na residência, Enylda orienta sobre a importância de se perguntar aos parceiros se eles se sentem à vontade com a situação e se não há incômodo na prática. “Se estiver tudo ok, a dica é viver esse momento da forma mais agradável possível”, diz.

A principal orientação da especialista é se entregar, viver o momento e ser feliz. Falar mais baixo, buscar por horários em que a casa esteja mais vazia ou por cômodos mais afastados também são conselhos dados por ela. “A ideia é que a vida sexual seja tão boa quanto é em um espaço que não tenha pessoas”, afirma.

Com jeitinho

Embora a advogada Fernanda* prefira fazer sexo quando não há ninguém em casa ou em locais em que ela esteja sozinha com sua parceira, ela confessa que já viveu situações em que a prática sexual acabou acontecendo com outras pessoas por perto. “Já aconteceu com os meus pais em casa, no quarto do lado”, conta. Ela lembra ainda de um episódio em que outro visitante – este, um inseto – acabou atrapalhando mais do que qualquer pessoa. “Foi mais difícil disfarçar o barulho de tentar colocá-lo para fora da janela do que o do sexo em si”.

Apesar de acreditar que não é possível esconder totalmente o ato, ela toma algumas atitudes quando está em casa junto dos pais. “Sempre tento lembrar de trancar a porta ou mantê-la fechada. Também uso um lençol ou travesseiro para tentar abafar o barulho. Na casa de uma outra pessoa consigo ser mais silenciosa na maioria das vezes. Acho que até hoje não passei por situações mais constrangedoras por sorte e com muito jeitinho mesmo”.

*Nome fictício 

Fonte: O Tempo

Revista Celebridades

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