Pets e Saúde Mental: Conheça os Sinais de Alerta

Pets e Saúde Mental: Conheça os Sinais de Alerta

Os pets também desenvolvem doenças mentais como depressão, ansiedade, transtornos obsessivos compulsivos, redirecionamento de emoções e estresse crônico, segundo a Dra. Laura Ferreira, que atende pela plataforma de medicina veterinária de família Guiavet.

“Ainda é bastante desafiador na medicina veterinária diagnosticar, com certeza, qual doença mental o animal apresenta. Mas já sabemos que há, sim, diversos transtornos mentais nos pets muito similares aos dos humanos”, explica.

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Os problemas podem ser estimulados quando os animais ficam muito tempo sozinhos em casa ou ao se sentirem abandonados, quando os tutores viajam. Por isso, é preciso ficar atento aos sinais sutis.

Ao perceber que o seu pet está mais quieto do que o normal, evita interações, come compulsivamente, arranca pelos ou se automutila, não consegue relaxar, está com o sono e apetite alterados ou fica muito ativo e inquieto, vale buscar ajuda de um médico veterinário especializado em comportamento e psiquiatria animal.

Há doenças mentais que podem, inclusive, desencadear doenças físicas, como dermatites, cistites (inflamação nas vias urinárias) e queda na imunidade.

Já o tratamento vai depender dos sintomas apresentados por cada animal, como explica a Dra. Laura: “Em geral, busca-se restabelecer o equilíbrio e a qualidade do ambiente. Isto é, organizar os itens básicos, como ração, água e brinquedos, manter a limpeza do ambiente e estabelecer uma rotina, além de incentivar interações positivas e de bem-estar entre o tutor e o pet.

Contudo, em alguns casos, principalmente nos mais crônicos ou graves, é necessário intervenção com medicamentos psicoativos para reabilitar mais rapidamente o emocional desse animal”.

Como perceber os sinais

  • Lamber excessivamente patas ou outras regiões do corpo, podendo arrancar pelos e se ferir;
  • Ficar sem comer por longos períodos, com o tutor ausente ou presente;
  • Ficar mais quieto do que o costume;
  • Apresentar medo excessivo de coisas ou situações que antes não incomodavam (barulho, pessoas etc);
  • Apresentar alteração de comportamento, podendo ficar agressivo sem motivo aparente;
  • Adoecer de forma aguda, mesmo com os cuidados preventivos em dia.

Rotina de cuidados

A veterinária explica que os cuidados são bem simples, mas exigem a criação de uma rotina de alimentação, passeios e brincadeiras com o animal. São eles:

  • Realizar atividades físicas e brincadeiras com frequência.
  • Reservar de 15 a 20 minutos para caminhadas ao ar livre (em horários de temperaturas amenas), duas vezes ao dia, no mínimo, é ótimo para estimular a mente e o corpo do pet;
  • Ter momentos de socialização com o cão para que ele tenha contato com outras pessoas e animais. Os gatos podem gostar de socializar, mas precisam que o tempo dele seja respeitado. O tutor não deve não forçar a interação;
  • Reservar um tempo para brincadeiras e brinquedos é essencial. Alguns pets têm brinquedos espalhados pela casa e não brincam porque, mesmo que seja um brinquedo muito legal, precisam ser estimulados;
  • Oferecer alimentação adequada, optando por ração ou alimentação natural. Isso vai depender da conversa com um profissional, que orientará sobre as necessidades nutricionais de cada pet. A nutrição em dia faz com que o animal tenha uma boa saúde mental.
  • Ter tempo de carinho. O tutor não precisa ficar o tempo todo junto, mas é preciso deixar o pet sentir o amor por ele. Por isso, é importante fazer muito carinho e conversar com seu animal.

Fonte: UOL

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