Famílias socializadoras ajudam a treinar cães-guia para deficientes visuais em Sorocaba

Famílias socializadoras ajudam a treinar cães-guia para deficientes visuais em Sorocaba

Um projeto em Sorocaba (SP) está ajudando a treinar cães-guia, com o auxílio de famílias socializadoras, para que deficientes visuais ou pessoas com baixa visão possam ter uma vida com mais liberdade, autonomia e segurança.

No projeto, o trabalho de treinamento depende das famílias socializadoras, que são pessoas que adotam temporariamente esses cães. A vice-diretora de uma escola de Sorocaba, Elaine Mendes, adotou temporariamente o Benjamin, um cão-guia.

Para que Benjamin desenvolva a capacidade de estar em contato com muitas pessoas, a vice-diretora o leva para a escola na qual ela trabalha. “A decisão de levar ele para o ambiente escolar foi porque as coisas lá acontecem com mais intensidade”, explica.

O Brasil conta com cerca de sete milhões de pessoas com deficiência visual e apenas 200 cães guias, uma proporção de 0.003%, um número pequeno para o país.

Na escola, Benjamin faz sucesso com a sua fofura, e as crianças também aprendem sobre a importância do animal no espaço. O cão só pode receber carinho em momentos específicos, para não estressar o animal e também para não atrapalhar o conteúdo pedagógico.

A escola tem 450 alunos matriculados e o Benjamin visita cada uma delas, é o momento mais esperado para as crianças. As crianças aproveitam para expressar o amor pelo dog e ainda aprendem a respeitar e cuidar dos animais. São muitas lições em um único gesto.

O cão-guia permanece com a família acolhedora por um ano. Durante esse período, todos os custos são pagos pelo instituto que é responsável pelo projeto. O tempo de trabalho do cão guia é de cerca de oito anos.

Processo

O cão-guia é um animal adestrado especialmente para ajudar deficientes visuais em seu cotidiano com tarefas que demandam maior atenção e cuidado. O processo é longo e requer muita atenção, dedicação e também uma dose de amor para que seja concluído com sucesso.

Mas, para que o animal possa ajudar de forma eficaz, são necessários anos de treinamento e mais um longo período de adaptação ao novo dono. Apesar de ser parecido com os pets que as pessoas costumam ter em casa, um cão que está em processo de socialização precisa seguir certas orientações.

O processo de socialização começa quando o cão ainda é filhote, a partir de dois meses e meio. A família voluntária fica com o animal por cerca de um ano e, depois disso, ele retorna ao canil e ao centro de treinamento até ser doado para uma pessoa com deficiência visual.

A arquiteta Helena Tibiriçá Castanho, de Sorocaba (SP), é voluntária no projeto e acolheu o cão-guia Zorro. Ela conta que antes de receber o animal, já se prepara psicologicamente para a próxima fase.

“Não vou dizer que é fácil. Venho me preparando para isso psicologicamente. Claro que vou sentir muito, mas desde o primeiro dia me preparo. Que eu possa fazer o meu melhor para que o Zorro possa seguir a vida dele e ser os olhos de alguém”, diz.

A arquiteta conta que recebe muitos comentários de amigos, parentes e conhecidos a respeito dessa despedida, mas o que a motiva é a missão que Zorro terá no futuro.

“Ele tem uma missão muito importante, e isso para mim é muito marcante. Na hora de avaliar o meu grau de egoísmo em relação a tê-lo só para mim, procuro me preparar para saber a hora de abrir mão para que ele possa seguir a missão dele e ajudar alguém”, afirma.

Fonte: G1

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