Cardápio para pets: saiba o que deve ou não dar para seu pet
O g1 entrevistou o médico veterinário de Divinópolis, Guilherme Guimarães Garcia, que destacou que assim como a alimentação humana, o cardápio animal também precisa de atenção e cuidados.
Carne, leite e chocolate estão presentes na alimentação de muitas pessoas, mas quando o assunto é alimentação de cães e gatos, a orientação dos veterinários é que estes alimentos fiquem completamente fora do cardápio. O g1 conversou com o veterinário em Divinópolis, Guilherme Guimarães Garcia, sobre como deve ser a alimentação dos pets.
Conforme o veterinário, assim como as pessoas precisam de uma alimentação equilibrada para viver de forma saudável, os animais também não fogem desta regra. Os tutores precisam ter atenção ao cardápio que é oferecido a cães e gatos.
“A alimentação dos nossos pets deve ser rica em vitaminas, nutrientes, sais minerais, proteínas. Deve ser oferecido rações Premium e super Premium, e sempre se atentar nas informações nutricionais que vêm na embalagem e também na recomendação do seu médico veterinário de confiança”, acrescenta Guilherme.
Comidas e frutas
De acordo com o veterinário, podem ser oferecidos alimentos como cenoura cozida ou crua, banana, maçã, pera, mamão, melancia, caju, melão, fígado ferventado sem adição de óleo ou tempero, beterraba e cará, sempre em quantidades moderadas.
Em contrapartida, o veterinário alerta para os alimentos que não devem ser oferecidos em nenhuma hipótese.
“Restos de comida e carnes, pois são muito temperados e salgados, são preparados com óleo podendo causar futuros problemas renais, hepáticos e calculo dentário. Também não deve ser oferecido o tomate, uva, abacate, limão, alho, cebola de cabeça [extremamente tóxico] chocolate [extremamente tóxico], ossos muito pequenos como os de frango, pois podem ficarem presos no esôfago ou causarem perfurações. Pães, bolos, quitandas, doces e balas em geral, sal, frituras, leite, carne e ovos crus e bebidas alcoólicas”, completou.
Frequência alimentar
A frequência alimentar dos animais não é como a dos humanos, que fica entre quatro a seis refeições ao dia.
“Depende muito da necessidade de cada animal. No caso de cães adultos a quantidade necessária de alimento por dia pode ser dividida em duas porções, sendo oferecidas uma no período da manhã e uma no período noturno”, disse.
Já para os gatos, a quantidade de refeições ao dia pode variar.
“Os gatos e animais filhotes ingerem pouca quantidade de alimento por vez, então acaba sendo necessário se alimentar mais vezes durante o dia. Geralmente umas três ou mais vezes durante o dia, mas sem excesso. É importante sempre respeitar a quantidade necessária diária passado pelo nutricionista ou no caso das rações a quantidade vem descrita no pacote”, explica.
Quando levar ao veterinário?
A frequência da ida do pet ao veterinário depende de cada caso em específico. Entretanto, um animal saudável deve ir regularmente a cada seis meses para realizar exames e consulta de rotina. É necessário manter sempre em dia o cartão de vacina dos animais e o vermífugado.
“Existem casos especiais, como animais gestantes, que devem fazer todo o acompanhamento pré-natal e pós-filhotes acompanhamento pediátrico. E no caso de animais idosos, o acompanhamento geriátrico. Também existem casos de animais com doenças delicadas ou incuráveis e patologias que devem fazer um acompanhamento mais minucioso e com um menor intervalo entre as consultas”, finalizou Guilherme.
Fonte: G1

