Theatro Municipal completa 110 anos com programação especial

Theatro Municipal completa 110 anos com programação especial

É o Theatro Municipal uma das maiores casas de ópera do Brasil! Entrar nele é a certeza de se encantar com a beleza da arquitetura e a luxuosa construção, influenciada pelos teatros de ópera da Europa e símbolo aspiracional da alta sociedade paulistana, que, com a fartura do ciclo cafeeiro da época, desejava uma casa de espetáculos à altura de suas posses para receber grandes artistas da música lírica e do teatro.

O projeto, assinado pelo escritório Ramos de Azevedo – em colaboração com os italianos Cláudio Rossi e Domiziano Rossi – teve início em 1903, mas foi entregue à cidade 8 anos mais tarde, em setembro de 1911. Na época, o teatro foi aberto para ilustres convidados diante de uma multidão de 20 mil pessoas. A nível de curiosidade: o prédio foi o primeiro a ser totalmente abastecido por energia elétrica.

Por seu palco, já se apresentaram importantes nomes da primeira metade do século 20, como Maria Callas, Villa-Lobos, Duke Ellington e Ella Fitzgerald. Recebeu também um dos principais eventos da história das artes no Brasil, a Semana de 22, de Mário e Oswald de Andrade, Anita Malfatti e outros nomes que deram início ao movimento modernista brasileiro.

Nesses 110 anos de história, três grandes reformas foram necessárias para sua preservação, renovação e ampliação, como a criação da Praça das Artes em 2012 para abrigar corpos artísticos, escolas municipais de música e dança.

Comemoração em grande estilo

E em celebração ao seu aniversário de 110 anos, o Theatro comemora com novo espetáculo, projetos pela cidade e uma websérie documental, e não poderia ser diferente: até 19 de setembro, a casa oferece uma temporada lírica – retomada após quase dois anos de interrupção – com a estreia da ópera María de Buenos Aires, que conta a história da prostituta María da Buenos Aires, composta pelo prestigiado músico argentino Astor Piazzolla (1921-1992) e o poeta de origem uruguaia Horacio Ferrer (1933-2014). Batizada de ópera-tango, ou operita como preferia Piazzolla, é a única obra no gênero. Ao todo serão oito récitas. Nos dias úteis, às 19h, e nos finais de semana, às 17h. Os ingressos custam a partir de R$ 20 e estão à venda pela internet.

No dia 12, data do aniversário do teatro, estreia Fantasmagoria Theatro Municipal de São Paulo, uma mistura de espetáculo-exposição-percurso dirigida pela dupla Daniela Thomas e Felipe Hirsch, com intervenções de integrantes dos corpos artísticos da casa em diversos ambientes do edifício e cenografia composta por peças do acervo.

Há também uma programação que vai circular pelas ruas da capital e chegar aos extremos da cidade. Falamos do projeto Cine-ópera, com projeção de importantes árias de óperas montadas no Municipal, chegará à Cidade Tiradentes, no Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes e ao bairro Guaianases, no CEU Jambeiro. A partir de outubro, começam a circular os corpos artísticos da casa: Orquestras, Coros e Balé.

O outro projeto itinerante é o Carroças Líricas: carroceiros que trabalham na região central da cidade na importante função de reciclagem do lixo, mas que nunca entraram no teatro, serão convidados, junto a seus familiares, para um trabalho de introdução ao universo do Municipal. Em parceria com o movimento Pimp My Carroça, que mobiliza catadores da cidade de São Paulo, a ação termina com a customização das carroças destes trabalhadores para levarem ópera às ruas por onde passam.

Para encerrar, tem também a websérie documental Memória Viva da Capital, com direção de André Ferazini, que vai abordar diferentes aspectos dos 110 anos do Theatro em quatro episódios, um por mês, de setembro a dezembro, no YouTube do Municipal.

Tour Virtual

O teatro tem um tour virtual com visita em 360 graus que pode ser feita de maneira gratuita no site da instituição. O passeio é narrado pela atriz Marisa Orth e permite que os visitantes percorram todos os espaços do local centenário. Pode-se ver os detalhes da Sala de Espetáculos, onde ocorrem concertos e óperas, entrar na Cúpula, estrutura circular que recobre o teto, e percorrer o Salão Nobre, que possui pedras italianas, cristais belgas e pintura no teto assinado pelo artista brasileiro Oscar Pereira da Silva. É possível ainda apreciar a famosa escadaria central e partes externas, como a fachada e a varanda.

Fonte: CNN Brasil

Revista Celebridades

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